quarta-feira, 7 de maio de 2025

GLOSA LIGEIRA

Padim Ozébio negou

Parede-meia pa vó 

Da Véia num teve dó

Também num considerou

Parede-meia pa vó 

Padim Ozébio negou

                

Sangue correno na veia

Aranha que tece a teia

Bola de gude ou de meia

Quem puxa carro é a pareia

Tano com fome traz ceia

Se tocar fogo incendeia 

a chama acende clareia

 

 

No dia que tu foi

Pras bandas do Paraná 

Deixou no norte o sentido

Sentindo-se meio perdido 

Arresolveste voltar

Se num tivesse ido

Sabia nada de lá 

 

No alto da cumieira

Descamba da ribanceira 

No precipício, à beira

Essa é a glosa ligeira

Atenta sem dar bobeira 

Assenta na dianteira 

Palavra dita certeira

 

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