A favela é uma flor
Que o sol quente cultiva
Uma companheira antiga
De infortúnio sertanejo
Precisa ter molejo
de suportar o desgosto
De encontrar com a urtiga
Que não dá nem encosto
Nem sombra
Nem se deixa tocar
A coceira é uma lombra
Traiçoeira e infeliz
Que nem trair, é só começar
Como o ditado diz
A experiencia é horrível
A unha adentra a pele
Basta que na folha rele
Fere de forma terrível
Favor não fazer confusão
Tem favela, tem urtiga e tem cansanção
Qualquer uma é capaz
Com o estrago que faz
De arrancar o couro do cristão
Triscou no vivente, ardeu
Uma boca de espinho que mordeu
Quem era menos bruto, tremeu
O poeta viu, descreveu
A favela venceu
segunda-feira, 22 de setembro de 2025
A FAVELA VENCEU
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A FAVELA VENCEU
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