quarta-feira, 7 de maio de 2025

UNA PAYADA

É oral e espontânea

Essa cantoria sucedânea

De quem, de certo, não morreu

Improvisada a palavra

Imprime a marca de quem a lavra

Que, neste caso, por acaso, sou eu

No traço da lida do dia-dia

Frases conduzem a melodia

O que algum dia, foi glória

Hoje, parte ocultada da história

Esconde a dor da melancolia

Devastações viram pastagens

Animais ruminam dores

Os donos, quantificam valores

Atores recriam imagens

Cenas de ódio maquiadas de amores

Cessam as mensagens

Estão mortas as flores!

Recicladas. são placas na estrada

Exibem a logo dos patrocinadores

Passo com a seta mirada

Evito os locais indicados

Tenho asas longas

Fui criado sem muitos cuidados

Sem muitas delongas

Sendo mais um da estirpe dos Bardos

Na payada faço minhas milongas

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