Pra Walter Guerra
Seguindo a estrada do desaguar
Só quem já não mais
vai voltar
Deixou seus passos
na areia da água
Represada de tanta
mágoa
Carrancismo de
pirraça
O que não foi
forjado na raça
Se evaporou, virou
fumaça
A bordo de um
comboio de cometas
Combo que explode
pedras
Com a força de 77
mil marretas
Estridentes que nem
as trombetas
Da Serra do
Tombador
Vento assovia na
ribanceira
Zanza na Macaqueira
E o som da carranca
na raiz do maracujá
Enramado na sombra
do Jatobá
Casca na cana
caiana
Colher-de-pau,
pilão de umburana
Mandacarú de facho
Cascavel de rodilha
na toiceira
Descendo rio abaixo
Na curva do
Roncador
Lajedão do Riacho
Fazendo currião,
arreio e percata
Curtindo o couro
cru da vida ingrata
Chinelo de dedo
Pisando o espinho
da caatinga
carregando garotos
sem medo
Meu amigo, nunca
mais
O mundo lhe foi
pesado
A vida não lhe
trouxe paz
8, 9 amigos que te
choram
E ninguém mais
Nenhum comentário:
Postar um comentário