quarta-feira, 7 de maio de 2025

DO CORDEL

Eu sou do cordel

De déu em déu

Registro meu versejar

A base do meu repente

Qualquer glosa que eu tente

No meu coco de embolar

Guarde eu na minha mente

Dígite no celular

Ou escreva no papel

De déu em déu

Janela do horizonte

Minha lavra bebe na Fonte

Dos romances de cordel

 

Inda era um minino

Da mão de Dollino

Sobrenome Ferreira Aragão

Poeta de convicção

Sábio da inspiração

Rimas de caso pensado

Sem medo de coroné

Num plantou capim guiné

Pra boi abanar rabo

Intimidado não se calou

Foi à Brasília dizer

Na cara do ditador

Seu cara de viado que viu cachinguelê

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