quarta-feira, 7 de maio de 2025

ASSIM CAMINHA O PROLETARIADO

Sábado de meiã

O dinheiro da feira tá no bolso

Mas não posso esquecer, seu moço

Daqueles que não tem

Pois eu não tenho garantido

Na semana que vem

Não sei se vou ter

Semana passada eu não tive

Sei como sobrevive

Quem num tem o que comer

Nem onde comprar fiado

Fora do mercado de trabalho

Carta fora do baralho

Assim caminha o proletariado

De cabeça baixa

Vivendo na caixa

Pisando em brasa

Tem que pôr a mesa em casa

Procurar trabalho fora

Aguentar a opressão da rua

E ter que ficar na sua

Nunca que faz sua hora

Oferece o seu pescoço

Para quem lhe alugue o passe

Age como indivíduo

Padece por ser da classe

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